o Col legi de Farmacèutics de Barcelona (COFB) valoriza positivamente que a Comissão de Saúde e Consumo do Congresso dos Deputados é Aprovou o relatório com a proposta de conclusões e recomendações sobre a regulamentação do uso terapêutico da cannabis.

Com este regulamento, é dada resposta a uma reclamação que já havia sido feita anteriormente do COFB. O Col·legi havia verificado, através da rede de farmácias comunitárias, que havia um crescente demanda social para os usos de cannabis medicinal, nem sempre abrangidos pelo vademecum do nosso país apesar de ter evidência clínica, e Defendeu o fornecimento de respostas de saúde que garantissem a segurança dos tratamentos neste campo.

O papel das farmácias comunitárias

No âmbito deste regulamento, eO COFB comemora ainda que, além das farmácias hospitalares, seja considerada a alternativa das farmácias comunitárias para o preparo e dispensação de fórmulas magistrais com extratos ou preparações padronizadas de cannabis. O farmacêutico, através da formulação magistral, pode oferecer opções seguras com princípios ativos que tenham indicação terapêutica aprovada e garantia farmacêutica em casos que exijam soluções individualizadas, sempre sob o correspondente Prescrição médica. Pela sua capilaridade e proximidade, as farmácias comunitárias são o melhor forma de aproximar esse recurso terapêutico dos pacientes.

Situação atual do uso terapêutico da cannabis

Os medicamentos autorizados na Espanha são atualmente Sativex® (dronabinol e canabidiol), indicado na espasticidade moderada ou grave por esclerose múltipla; S Epidyolex® (canabidiol), indicado como tratamento complementar de crises associadas à síndrome de Lennox-Gastaut (LGS) ou síndrome de Dravet (SD) em associação com clobazam, para pacientes a partir de dois anos de idade.

Agora que a proposta de regulamento foi aprovada, o Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos de Saúde (AEMPS) tem seis meses para que as recomendações do relatório tenham lugar na regulamentação estadual e sejam viáveis, permitindo a disponibilidade no mercado farmacêutico de extratos ou preparações padronizadas de cannabis. O COFB espera que, quando entrar em vigor, traduz-se numa maior acessibilidade de um recurso terapêutico com grande potencial, de forma a que a oferta através do canal de medicamentos seja ajustada às necessidades dos doentes.