Após a renovação do Acordo de Colaboração que há anos os Conselhos do vosso Farmacêutico mantêm com o CGCOF, María Benjumea, diretora e editora dos Conselhos do vosso Farmacêutico, fala com o seu presidente, Jesús Aguilar, sobre as vantagens que acarreta, ambos tanto para o farmacêutico quanto para o paciente, ter uma publicação especializada em saúde como a nossa, que já tem mais de 20 anos de experiência no setor de Farmácia.

Você acha que uma revista dirigida ao paciente é uma boa ferramenta transmitir os valores que adornam o farmacêutico e o seu trabalho?
Considero imprescindível, pois, embora a organização colegial, as escolas, os conselhos, os farmacêuticos, exercemos um trabalho social declarado e podemos desenvolver trabalhos em muitas áreas, Se não fosse por você e por meios como os seus, tão especializados, não poderíamos fazer com que nosso trabalho chegue ao público desta forma.

ee que revista especializada em saúde e distribuída exclusivamente em farmácias, contribua para a promoção da saúde e reforce o papel de educador em saúde exercido pelo farmacêutico.
Pois é muito importante, principalmente neste mundo em que vivemos hoje, em aquela que tanto temos em mente nas redes sociais e onde aqueles “140 caracteres” fazem tudo ficar em título no final. Nesse contexto, revistas profissionais, que realmente sabem do que falam e se aprofundam no assunto, são muito bem-vindas. Principalmente se levarmos em conta que não estamos falando de bens de consumo, mas de remédios e saúde, algo que faz parte da nossa vida. Neste contexto, a existência de uma comunicação social profissional, conhecedora das notícias e que disponha de jornalistas especializados em saúde, é fundamental para dar a conhecer o nosso trabalho numa linguagem próxima da população.

Jesus Aguilar, presidente da CGCOF : "Que haja uma mídia profissional, conhecedora da notícia e que tenha jornalistas especializados em saúde, é fundamental para divulgar nosso trabalho em uma linguagem próxima à população"

As mais de 22.000 farmácias que existem na Espanha transformam-se em consultórios pela proximidade, acessibilidade e confiança que os pacientes depositam nos farmacêuticos. Você acha que nossa revista serve para reforçar seu trabalho de cuidar? Poderia ser considerado um serviço de cuidado relacionado à saúde da comunidade?
Obviamente, também é esse o caso. Todos os dias, essas mais de 22.000 farmácias atendem mais de dois milhões e trezentas mil pessoas, o que é o mesmo que dizer que praticamente toda a população passa por farmácias, já que muitas, felizmente, não terão patologias, mas passarão por elas. São números tremendos. Todo este trabalho nosso que vem de tratamentos, doenças, prevenção e educação em saúde, não se baseia apenas na palavra, mas de certa forma se estende a esta revista que temos à disposição das farmácias e do cidadão. e são uma ótima arma promocional que os cidadãos podem levar para casa.

Além disso, o farmacêutico participa ativamente em iniciativas de caráter social, como a prevenção da violência de gênero, a prevenção do consumo de álcool em menores, exclusão social ou deficiência, gerando ambientes mais acessíveis e informações que também abordamos a partir da revista. Que valoriza que demos voz a todas estas iniciativas e as façamos chegar aos doentes.
Pois bem, nós, farmacêuticos e como Conselho Geral das Faculdades de Farmacêuticos, estamos muito contentes por estares a fazer eco de todas estas iniciativas de carácter social. Porque já sabem que neste novo roteiro que traçamos para o futuro da profissão no século XXI, insistimos que somos Farmacêuticos, somos Trabalhadores da Saúde e também Somos Sociais. E volto um pouco à pergunta anterior, é que todas essas pessoas que entram na farmácia todos os dias não querem só aquela ajuda e aquele conselho relacionado à medicina, mas também nos falam sobre seus problemas pessoais e familiares, os problemas que vivem em suas casas. Portanto, o farmacêutico tem a obrigação de ser social e de devolver à sociedade também uma parte daquilo que ela nos deu.